Tribo #5 [um ano depois]

Amanhã está nas bancas a nossa número 5. 
(Acreditamos que a falta de gasolina não afete aa entregas.)
Uma Tribo dedicada aos Pais.
Deixo-vos a minha apresentação. Acho que vão amar.
“Também com três letrinhas apenas…

[Este editorial estava a ser escrito com pezinhos de lã, com receio das minorias, das maiorias, das feministas, dos machistas e por aí além… não quero! Quero fazer uma homenagem bem alta aos bons pais. Sem outras interpretações. Já que, nisto concordamos todos, não há beleza maior neste mundo que relações bonitas.]

Percebi, com a experiência de um ano de muitas “tribos”, que por muito que o que conte no nosso conceito seja a história, as mães ocupavam muito mais páginas. Talvez seja porque as encontro mais, porque partilham mais, porque falam (falamos) mais… 
Esse desequilíbrio natural fez-me pensar nos pais de hoje em dia. Não se trata de andar de fita métrica ou a contar as fraldas que mudaram, os biberões que deram, quantos quilómetros percorreram ou quantos trabalhos manuais para a escola ajudaram a fazer. Um pai não se mede pelas tarefas, embora, para ser justa, deva acrescentar que cada vez mais há pais a fazê-las, e não há nada mais inspirador do que isso. 
O que devemos mesmo valorizar e contabilizar é o amor que um pai tem para transmitir aos filhos. E isto, mesmo sabendo que há muitos pais. Há até não ser pai e ser um. Há pais emprestados que o são mais do que os verdadeiros. Há pais que cuidam, que são atentos, que mudam a sua vida pela família. Há pais que não se lembram de ir comprar o presente de anos mas que fazem os melhores ataques de cócegas. Há pais que não sabem cozinhar mas que são espetaculares a ler histórias. Há pais que não rebolam no chão com os filhos mas que estão sempre lá nos momentos importantes. 
Quando me pus a alinhar as histórias que queria trazer para esta edição achei que seria difícil encontrá-los. Não foi! Foi difícil, em alguns casos, combinar encontrarmo-nos, porque essa parte devem estar habituados a deixar para nós [estou a rir-me, calma].
E depois fiquei surpreendida e muito mais rica com as suas partilhas. Não estava à espera… Temos de dar mais voz aos pais, temos de dar mais espaço aos pais. Ainda bem que o meu marido não é ciumento, porque andei por aí durante uns meses a conversar com eles. E aqui estão eles. Cada um mais incrível do que o outro, à sua maneira, à sua velocidade e verdade.
Tenho, obviamente, de destacar o chefe de uma tribo incrível, Manuel Pinto Coelho. É pai do meu amigo Bernardo, uma das melhores e mais alegres pessoas que conheci até hoje. Também é um “re-pai” de 70 anos. Médico, sem tempo a perder, abriu-me a porta do seu consultório e depois a de casa, com o maior sorriso, já a saber que íamos falar de coisas difíceis. E falámos. Muito mais do que estava à espera. Mas conversámos sobre muitas coisas boas. Uma generosidade incrível. Obrigada!
Mais um agradecimento, desta vez ao chef Kiko que, pela primeira vez, acedeu mostrar a cara dos filhos. A Tribo tem esta magia especial de que aqui somos um bando de uma coisa maior. De amor. 
Poderíamos ter escolhido um pai famoso ou uma história dramática para capa, para vendermos mais, mas esse não é o nosso caminho. E por isso, esta edição conta com uma história simples de um pescador e da relação que anda a criar com a filha, com o mar como pano de fundo. Foi das histórias de que mais gostei e, para mim, o bonito disto é perceber como a  vida comum das pessoas pode ser uma enorme inspiração. 
E acreditam que há um grupo de mães do Facebook que aceitou um pai como membro? Acho que vão adorar ler esta relação improvável de entreajuda entre pares.
Para cá trouxe também o meu pai, e os meus filhos fizeram um presente ao pai deles, em jeito de agradecimento. E a nossa equipa tem dois pais. Isto também é para eles.
Tudo isto para dizer que, para os filhos, podemos não ter os mesmos papéis, ou até ter papéis exatamente iguais. Não interessa. O que lhes deixamos, as memórias que criamos, é que têm de ser especiais, independentemente do género. Vá-se lá saber se será por esse motivo que  Pai e Mãe se escrevem com o mesmo número de letras.

Beijinhos à vossa Tribo,
Rita”

Como adapto as festas às minhas escolhas de alimentação.

Quis fazer este post porque muita gente me pergunta como faço para comer fora de casa quando não Não sou nada fundamentalista e se tiver de comer, como, mas ja percebi que há sempre volta a dar. 
Os dias de festa são uma prova de fogo porque, obviamente, não somos sempre nós a fazer as escolhas e depois não vamos ser mal-educadas. 
Deixei de comer carne no verão e nunca mais me apeteceu. Dizem que é o que acontece. Uma vez que se deixa é difícil voltar. Sentimos pesado. Agora já nem o cheiro me apetece. (Mas faço para os miíudos ainda que em menor quantidade e melhor qualidade.)
Se houver um almoço só de carne não faço um escândalo. Tento dar a volta e até já comi para não dar nas vistas ou não ser mal educada com alguém que esteve feliz a cozinhar para mim. 
 Para não se comer carne temos de compensar com outras coisas. Em casa troco sempre por leguminosas, tofu, e muitos legumes. Mas não é a falta numa refeição que nos vai matar.
Normalmente há sempre legumes em casa dos portugueses para acompanhar, ao que eu faço de refeição principal. Também opto por massas e arroz integrais mas quando não há como normal. E depois há fruta. Também não como chocolate de leite porque me habituei ao preto e agora acho o outro muito doce.
E não, não tenho fome. Para se morrer à fome dizem que são precisos mais de 40 dias, por isso, tudo tranquilo.
Para os miúdos, compro o que eles gostam para a mítica caça aos ovos.
Trouxe do Lidl Coelhinhos, Ovos de Chocolate e Amêndoas da marca Favorina (há de chocolate preto!!!).
Também trouxe o Folar de Páscoa com Ovo para levar para oferecer onde vou no almoço que é maravilhoso e só custa 2,49€.
Fiquei feliz porque esta marca e a Deluxe têm a certificação UTZ e Fairtrade Cocoa Program.
Partilhem lá o que comem na vossa Páscoa e o que fazem como vos servem o que normalmente não comem.
Mil beijos

Para que fiquem a saber da próxima vez que forem às compras a UTZ, é específica para café, cacau e chá, introduz os produtores em boas práticas agrárias e demonstra como podem cultivar de forma mais profissional, com mais qualidade, maior rendimento e mais sustentabilidade.
O Fairtrade Cocoa Program oferece aos produtores de cacau uma oportunidade adicional de venderem quotas superiores das suas colheitas sob determinadas condições.

Mães, vocês dormem bem?

É que estou aqui preocupada com as minhas queridas seguidoras, ok?
Bom dia para vocês. Como é que dormiram hoje?

Sabem que quando deixei o meu trabalho por turnos estive ainda uns tempos a acertar o sono. Se havia algum barulho entre as 4/5 da manhã, hora em que me levantava para ir para a a SIC, já não adormecia…

Bem, era mesmo horrível. Acabava na sala porque o meu marido sentia aquela tensão.  
Foram momentos duros. Depois ficava rabujenta, andava a cair de sono, fora as implicações que isto tem na nossa saúde. Dizem que cada rotina do sono provoca impacto mim orgão nosso, sabiam? 
Não sei explicar muito bem mas imaginem se dormem pouco é um orgão, se se deitam tarde outro, se são insónias outro… E por aí além. 
Dizem que o sono é talvez mais importante que a alimentação e o exercício físico, imaginem…
Como sabem fui embaixadora da campanha solidária de Natal do Lidl, que apoiou a Associação Nuvem Vitória e que teve a maravilhosa missão de contar histórias para adormecer a crianças hospitalizadas. Mas (felizmente!!!) não foi só no Natal, como é costume nas campanhas desta quadra.
Até hoje continuam a acontecer iniciativas em relação ao sono.

Por exemplo, a Nuvem Vitória chegou este mês à pediatria do Hospital de Braga – uma das 10 instituições, entre hospitais e IPSS, de norte a sul do país, que beneficiarão da campanha de solidariedade social ativa em dezembro passado. E vocês, e toda gente, também podem encontrar ajuda para este tema na plataforma digital www.querodormir.pt.

Sei que as mães e os pais devem sempre muitas horas à cama e isso acaba por trazer algumas consequências. Para além de uma família saudável e feliz, é importante conhecermos algumas dicas para estabelecermos algumas rotinas em nossa casa..
Amoooo esta campanha por também ter reavivado a tradição de contar histórias para adormecer, e de mostrar o seu papel em estreitar laços emocionais e afetivos e favorecer um melhor ambiente familiar. 
Passem por lá para todos aí em casa passarem a dormir que nem anjinhos. 😉

Não fui feita para dona de casa (mas que remédio)

Podia dizer-vos que amo as tarefas de casa e que sou super prendada. Nada. Ando sempre a correr e faço tudo a despachar.

Saí de casa da minha mãe, ela sim incrível nesta área, com 24 anos. Sempre fui super independente e mais do que isso gosto de me desafiar. E, por isso, o conforto de casa dos pais deixava-se sempre com a sensação de uma zona de conforto que me limitava. Custou-me imenso sair mas já trabalhava na SIC, tinha horários malucos, e tinha chegado a hora. Chorei imenso e a minha mãe diz que até hoje lhe custa porque eu estava sempre feliz a espalhar estupidez (e roupa) pela casa. 😉
Por falar em roupa… Devia ter aprendido mais com ela nessa fase..
 A loucura acontece na vida de uma pessoa quando somos 5 e a roupa parece não ter fim. Também vos acontece??? (Não dá para andarmos nus outra vez?)
Eu fazia mil coisas mal em relação à roupa.
Entretanto, várias marcas juntaram-se para uma inciativa que eu adorei e que aprendi muito. Quando recebi este kit e me explicaram o porquê de algumas situações percebi que tinha de mudar algumas coisas. Por exemplo: uma máquina suja não vai lavar bem. Por isso, antes de lavar a roupa temos de lavar a máquina. Simples! É muito importante usar o detergente certo para determinada roupa. Se usarmos tira-nódoas prévio podemos não ter de lavar duas vezes, que era o que me acontecia muitas vezes. Mas espreitem aqui que vão conhecer muitas dicas úteis.
Têm mais para a troca? Quantos mais melhor que este é o meu calcanhar de Aquiles. 😉

 5 passos para uma roupa perfeita
Limpeza e proteção da máquina da roupa
Detergentes para a roupa
Tira nódoas
Amaciador e proteção da roupa
Tratamento da roupa após lavagem

A melhor App de 2018

Esqueci-me da carteira. Estava a ficar sem gasóleo e ninguém me podia ajudar naquela altura. Vai que  me lembrei que tinha MB WAY. E tinha de ir ao supermercado e à farmácia. Não só, nesse dia, paguei coisas, como levantei dinheiro, fiz transferências imediatas e não chateei ninguém.
No outro dia disse às minhas seguidoras que queira comprar algo na net, mas que só o meu marido tem cartão de crédito e então teria de esperar por ele. Vai que elas, sempre à frente, me ensinaram que com MB WAY conseguimos para fazer cartões de crédito provisórios com a quantia que queremos usar, o que me pareceu de uma segurança incrível, não só pelos hackers como nos controlamos com o que vamos gastar e nos obriga a pensar antes de pagarmos. 
Resolvi fazer este post porque realmente foi algo que fez diferença nos meus dias. E até porque não tem quaisquer custos de adesão e/ou carregamentos. 
Até para quem já tem adolescentes é bom porque eles podem levantar dinheiro em caso de aflição. É só irem ao Multibanco com um código que o nosso MB WAY gera para esse efeito.
O LIDL também passou a ter disponível esta opção de pagamento e, por isso, se agora me esquecer da carteira em casa já não é um drama e a minha vida segue naturalmente. 
Pequenas coisas que descomplicam a nossa vida. Espero que tenha sido útil. 

É feio falar de dinheiro.

Cresci com esta premissa. Ninguém falava de dinheiro lá em casa. Os ordenados eram tabu, as rendas da casa, o preço da escola, as despesas, os prémios…  Acho que era comum nas gerações acima. Não ousava perguntar nada o que tivesse a ver com isto. Lembro-me até de, se me faltava algum dinheiro para algo, ficava calada com vergonha de pedir mais. Talvez por isso, tenha começado a trabalhar tão cedo e a ser independente. 
Não queria depender dos meus pais para comprar umas calças de ganga ou ir dar uma volta. 
Aos 16 comecei a fazer aqueles trabalhos de hospedeira e raramente os chateei a pedinchar algo que queria. Essa liberdade foi maravilhosa. Fiz de tudo. Cheguei a lavar tachos. Tinha sempre trabalho, porque também não me acanhava de fazer o que quer que fosse. Legal, óbvio. 😉
Mas a sensação de que não se devia falar de dinheiro persistiu até aos dias de hoje.
Sou mesmo má neste campo. Não gosto de fazer orçamentos, de negociar e odeio cobrar. 
Quem trabalha por conta própria (e tem a saga do IVA) tem de ser muito rigoroso. Porque podemos estar a pagar IVA de trabalhos que ainda não recebemos. Isto é uma dor de cabeça enorme. 
 E eu sou um zero à esquerda em números.
Para poupar umas massas, e porque tenho um marido genial, nunca fiz contabilidade organizada. Como tal ando sempre cheia de papelinhos e sempre em sobressalto que me falhe alguma coisa. E depois ele ajuda-me na entrega de todas as coisas chatas.
Após quase dois anos de ter dado a cara por uma campanha grande, que me limitou outros trabalhos e me ocupou muito tempo, vi-me forçada a pôr um processo a uma empresa que ainda não me pagou. Adiei muito, tentei que fosse tudo a bem, para evitar falar de dinheiro, refilar e de me bater sempre com esta sensação estranha deixada por esta educação comum na altura.
Ia dormir à noite com algum desconforto e intranquilidade quando a minha parte tinha sido toda cumprida. Não faz sentido! 
Vou querer fazer diferente com os meus filhos. Não quero que se sintam mal por serem pagos por trabalhos que fizeram, por saberem que impostos e contas não se acumulam, que devemos ser rigorosos na nossa gestão orçamental e que não é vergonha nenhuma falar de dinheiro. 

7 apps para ensinar finanças aos miúdos:

Livros

Ter um filho doente (e não ter uma farmácia).

Foi por isto que quis muito dar a cara por esta campanha. 
Uma coisa que temos por garantida e que, afinal, não é assim tanto…
Quantos de nós já corremos a uma farmácia de serviço, aflitos a meio da noite.. Ou quantas vezes fomos salvos pela farmacêutica que nos deu um ótimo conselho… [Ou quantos testes de gravidez foram celebrados (ou chorados) a seu lado?]
Eu amo a minha farmácia. É mesmo na terra ao lado da minha e fico lá sempre à conversa sobre a vida. 
Ora que neste momento, 675 farmácias enfrentam processos de penhora e insolvência. Ou seja, quase 25% da rede de farmácias em Portugal.
De forma a garantirem a dispensa de medicamentos comparticipados pelo Estado as farmácias têm prejuízo. As mais pequenas, que servem populações mais isoladas e envelhecidas, não estão a conseguir sobreviver.No ano passado, faltaram 60 milhões de embalagens de medicamentos no momento da dispensa.
Esta é a realidade que agora vivemos.
E, por isso, fui até à minha farmácia, onde vou sempre que alguém da minha família precisa, assinar a petição para #salvarasfarmacias
Se partilham do meu medo assinem a petição na vossa farmácia ou aqui.


1 português = 466 sacos plástico ao ano (Estão a gozar?)

Há uma coisa que me deixa doida, furiosa até, que é quando me esqueço dos sacos do supermercado em casa. Fico doida. Primeiro porque tenho uma coleção de sacos parados em casa, muitas vezes no carro, depois porque me obriga a comprar mais um para juntar à coleção. 
Ultimamente a estratégia, se me esqueço, é diferente. Faço compras no carrinho, vou com o carrinho até ao carro, e as compras vão assim soltas na mala, até chegar a casa e ir buscar os sacos esquecidos. 
Acho que é mesmo uma das coisas que mais me irritam de momento. 
Sabiam que cada português utiliza, em média, 466 sacos de plástico por ano?
A estas pessoas eu queria só expressar a minha opinião de que tenho filhos, quero ter netos, e o mundo não aguenta. Porque se em média e se já algumas pessoas não utilizam, quer dizer que há muitas a usar muito mais do que este número. 
Queria mesmo que pensassem nisto e que lessem um bocadinho do que estamos, com o plástico e não só, a fazer ao planeta. Não quero vir para aqui dar lições de moral mas acredito que se se informarem do drama que é, com certeza vão mudar esses hábitos. 
Obviamente plástico é mau, e depois há plástico mau (que ainda se recicla) e péssimo (que não há nada a fazer.) E teríamos também de falar da importância da divisão do lixo, mas isso são outros quinhentos. 
Fiquei histérica de feliz quando o LIDL anunciou que ia acabar com a venda de sacos de plástico e passar sacos de papel em tamanho médio e grande, para além aqueles giros de ráfia, também. 
Por isso, um enorme passo para a humanidade, um gigantesco para o planeta. Estou feliz. Devagarinho vamos fazer deste um mundo melhor e mais preocupado com as gerações que aí vêm. 

5 Dicas para combater o plástico no nosso dia-a-dia

• Levar sacos que já temos sempre connosco, espalhar pelo carro, etc.

• Escolher embalagens reutilizáveis

• Preferir papel, cartão, vidro

• Apostar no granel

• Fazer detergentes e produtos de beleza caseiros

• Não comprar produtos de uso único 

• Fazer sumos em casa

• Se forem até à praia levem um saco (reutilizado lol) para apanharem o que por lá anda. Faço sempre isso com os meus filhos e é impressionante a quantidade que existe.

O que correu mal quando vim trabalhar para casa

Na verdade não posso dizer que correu mal. Foi uma experiência e, como todas, são importantes. Levam-nos a ter foco no que queremos. A corrigir erros. A percebermos o que nos serve. 
Trabalhar em casa não é para mim. Principalmente e em destaque, pelo facto de escrever sobre pessoas e as suas histórias. Não posso estar fechada, sem falar com ninguém todo o dia. Preciso. muito de estar a receber inputs, a conversar com amigos e estranhos, a ver gente e a meter conversa.
Este foi o primeiro ponto. O isolamento. 
Por outro lado, a arrumação. Trabalhar numa casa acabada de arrumar é ótimo,  mas naqueles dias de correria, camas por fazer, máquinas por fazer, matou-me. Havia sempre alguma distração ou tarefa para fazer. Mais do que isso, para mim o ambiente à volta interessa. E se as coisas não estavam como eu queria (de manhã nunca estão) sentia-me mal. Paragem para tratar disto e daquilo, o trabalho vai ficando para trás. Nada bom. 
Por último, e tão importante, foi o não haver cortes e muitas vezes estar uma megera quando o resto da família chegava a casa. Não falava como ninguém, só trabalhava e arrumava, e fiquei uma chata do pior. 
Vir trabalhar para o Cowork Cascais (todas as infos que me pedem sempre aqui) foi a melhor decisão que tomei nos últimos tempos. Faço os cortes que devo fazer, saio de lá e não pego mais no computador se não for uma urgência, estou uma mãe e pessoa mais feliz, e com a vida mais definida. Foi isto que senti. Tudo misturado, sem uma tesourada de uma função para a outra não estavam a resultar para mim. E agora tenho o melhor dos dois mundos. Se me apetecer um dia posso ficar em casa, nos outros saio. Criar esta rotina foi mesmo bom para mim. 
Dicas para quem (ainda) trabalha em casa:
1. Arranjar parceiros. 
Quando estive em casa aconteceu-me a coisa mais maravilhosamente fútil que podia ter acontecido. Deixo-vos uma foto minha (divando ahahah) com o Roomba do IROBOT, (AKA Colega, já que não os deixei de ter ehehe ;)) que me salvou nessa altura, agora e sempre. Já tenho posto uns vídeos no instagram porque foi mesmo um sonho tornado realidade e não me vou cansar de lhe fazer publicidade. Melhor investimento de sempre. Tenho duas manhãs uma senhora que me vai ajudar com a casa e com a roupa (até ao teto). Nos dias em que ela não está nunca aspirei a casa. Foi ele. E tem uma app que podem programar para ele limpar quando não estão em casa. É incrível e aconselho todas as donas de casa a fazerem um pezinho de meia para o terem. Porque podem ganhar muito tempo enquanto ele se encarrega de aspirar todas as divisões. Até o Buddy o ama. 
2. Estabelecer horas e cumprir
Ter tudo muito bem dividido e não deixar as tarefas misturarem-se umas com as outras e, principalmente, não mistrurar a gaveta familiar com a profissional, ou a de lazer. 
3. Parar de vez em quando
E ir dar uma volta, respirar, ir ao ginásio. É importante fazer os nossos cortes
4. Deixar para depois
Cumprir os horários à risca e não ir arrumar a casa na hora de expediente. Agir como se estivéssemos mesmo a trabalhar num escritório fora de casa.
5. Ligar para pessoas e combinar coisas
Um café, um telefonema. A ideia é não se isolarem e tentarem falar com alguém que gostem e se inspirem todos os dias.
Espero que vos seja útil. Mil beijos Rita